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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Primavera Chegou!!!




A primavera sorria e as sementes gargalhavam, desabrochando em rosas.
Do alto da montanha a neve era a lágrima a escorrer pela encosta vazia. E no vale verdejante, o riacho era uma fita de seda, em face juvenil.
No céu, antes cinza, o sol rasgou a veste enlutada do inverno e coloriu a vida de azul.
Embevecido eu contemplei a beleza da tua criação! E cantei em Teu louvor.
Minha voz débil fez–se forte, movida pelo ardor do meu sentimento.
Soltei meu canto em resposta ao Teu, que ressoava na estuante vibração da Vida que Tu criaste, meu Rei!
As rosas brotam, a neve chora, o rio desliza e eu canto para Ti, senhor da minh'alma.
Hoje, em que me curvo à janela da minha velhice, acode–me a lembrança o hino que compuseste ao criar a Vida.
Torno–me criança e reencontro a inocência do primeiro riso, para ofertar–Te, meu Senhor!
Sou jovem outra vez e ofereço–Te o ardor do meu primeiro amor e que nunca outro amor reine em mim, que não seja o Teu!
Amadureço, sou fruto maduro ao sol do Teu calor e oferto–Te a minha madureza, como jóia derradeira.
Agora que o inverno se foi e a primavera chegou, eu permaneço no inverno do meu corpo, enquanto aguardo a primavera da Tua chegada.
E Tu chegarás!
Virás no canto do riacho, no gargalhar infrene da semente, no desabrochar da rosa. Virás na lágrima da neve e raiarás, sol da minha vida, despertando–me para Ti.

“Viva, a Primavera chegou. Viva a estação dos amantes-amados, dos amados-sempre-amantes” (Franklin Delano)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

RELACIONAMENTO


E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu… Gênesis 4.1
Opa, devagar! Vamos ler o verso acima de novo: E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu. Espera aí… Num minuto Adão está conhecendo a Eva e no outro ela já está grávida? O que é isso? Gravidez por aperto de mão? Um simples oi e ela já tem um bebê?
Claro que não. Você vai descobrir agora a palavra usada na Bíblia para relações sexuais: conhecer.
Nas Escrituras, quando alguma referência era feita ao ato sexual, a palavra usada no hebraico era yada, que carrega todos estes significados:
yada: conhecer, perceber, notar, observar, descobrir, experimentar, se preocupar com, entender, respeitar, se deixar descobrir, se familiarizar com, se dar conta de
Note nessas palavras o uso da inteligência, da mente, o cuidado um com o outro, a lenta exploração do que é a outra pessoa. Não se percebe pressa, egoísmo, nem apenas um simples prazer carnal. O ato conjugal, conforme idealizado por Deus, é o ápice do conhecimento mútuo entre o homem e a mulher. É o encontro e a troca de corpos, almas, e espíritos. É a entrega total de um para o outro, com o intuito primordial de colocar o prazer da outra pessoa em primeiro lugar.
Compare isso com o que as pessoas entendem por sexo hoje em dia. A banalização do sexo trouxe uma conotação de algo que você pode ter com qualquer pessoa. Não é preciso compromisso. Casar? É opcional. Não é preciso nem saber o nome da outra pessoa, que dirá conhecê-la. É só um momento de prazer. Uma ejaculação. Alguns “ahs” e “uhs”, às vezes nem isso. Prazer mais dele do que dela. Tirar vantagem. Transar. Ficar.
Mas não é somente o sexo informal entre pessoas descompromissadas que está banalizado. Até entre os casados, a ignorância tem lhes roubado o verdadeiro prazer e a alegria do ato conjugal. Para muitos, é algo mecânico. Uma tarefa maçante. Um fardo.
Quando o casal parte para o ato conjugal apenas pensando em sexo, no seu próprio prazer orgástico, eles estão perdendo a essência do que realmente estão fazendo. Estão praticando o sexo, não o ato conjugal. Estão apenas emprestando os corpos e ignorando seus donos. Por isso que depois do ato, muitos se sentem até mais distantes um do outro do que antes. Um senso de terem sido usados.
O ato conjugal é a base do seu casamento. É o momento para vocês se conhecerem, se explorarem, se entenderem como em nenhuma outra situação que possam passar juntos.
Mas para que isso aconteça, vocês têm que resgatar o verdadeiro sentido do que Deus criou e designou como “relação conjugal”. Uma responsabilidade especial sobre isso cai sobre o marido, pois ele é quem deve buscar conhecer sua esposa com o objetivo de realizá-la sexualmente. Ele deve colocá-la em primeiro lugar, demorar o seu próprio prazer para que ela alcance o dela. E antes mesmo das preliminares, sem nem estar pensando em sexo, em todos os outros momentos, ele deve buscar conhecer sua mulher. Notá-la. O que se passa na cabeça dela? Quais os seus sonhos? Seus temores? Suas necessidades?
Ela por sua vez, quando se nega a ter relações com o marido, está colocando uma barreira entre os dois. Ao mesmo tempo que almeja um marido mais próximo, amigo, e carinhoso, ela o afasta quando resiste a intimidade sexual. Tiro pela culatra.
Deixe-me abrir o verbo:
Mulher, Deus lhe fez um ser altamente sensual para que seu marido ficasse louco por você. Ele quer tê-la. Por isso ele lhe procura. Não pense que ele é um pervertido por isso. Não o rejeite. Mas é claro, aproveite a motivação dele para fazê-lo conhecê-la melhor, ser mais íntimo de você. Não apenas entregue seu corpo, sem que ele trabalhe para se unir à sua alma e espírito também.
Ah, se os casais voltassem ao plano original…
BISPO RENATO CARDOSO